Viajar é TUDO DE BOM! Sendo assim, esse é um direito que qualquer criança no mundo tem, não importa se a mesma é portadora de necessidades especiais ou não. Algumas recomendações são importantes para este público, mas a família não pode desistir de se aventurar pelo planeta com seus pimpolhos por causa disto. Destinos e atrações sugeridas no meu livro PELO MUNDO COM CRIANÇAS, como as das capitais europeias, Nova York, Buenos Aires, Cairo e outros possuem excelente estrutura para acessibilidade. Não interessa qual a condição da criança, o importante é VIAJAR!

 

O PEDRO tem agenesia congênita da mãozinha, mas vai seguir as dicas do PELO MUNDO COM CRIANÇAS  e se divertir muito em suas viagens!

 

– Para viagem internacional, quanto menor a criança, mais necessidades ela tem, independentemente de ser especial ou não, e mais trabalhosa e restritiva será sua viagem. Crianças com menos de 1 ano, ainda têm seu calendário vacinal restrito e isto pode limitar o destino e as atividades a serem feitas.

– Para a  viagem aérea, vista roupas leves nas crianças.

– Durante o voo, ofereça bastante líquidos para os baixinhos.

– Escolher assentos localizados na parte mais dianteira da aeronave (das asas para frente) ajuda na prevenção de enjoos e vômitos.

Evitando barotrauma (dor no ouvido e sangramento): Estimule o pimpolho a ficar acordado durante decolagens e pousos, mascar chiclete ou beber pequenas quantidades de líquidos. As crianças de baixa idade devem  ingerir líquidos (água, sucos) ou serem amamentadas.

Bebês: viagem no bebê-conforto em poltrona própria ou num bercinho em suporte de parede, diante da poltrona dos pais.

Não ofereça soníferos ou calmantes para a criança.

– Viajando com crianças com Síndrome de Down ou autismo, se sua viagem for longa, considere reservar um voo com escala, já que muitos destes baixinhos podem ser agitados ou ter dificuldades de permanecerem sentados por um período longo, gerando incômodos. No entanto, atente para o tempo de conexão em aeroportos. Três horas ou mais de espera pode ser uma loucura com os pequenos.

O JÚNIOR é autista e tem síndrome do X frágil, VIAJAR com ele é um delicioso desafio!

– Para os baixinhos com Síndrome de Down ou autismo, o horário da viagem, de preferência na parte da manhã, momento mais confortável para a mudança da rotina, já que estarão descansados, será melhor. Lembre-se que, para viagens internacionais, deve-se chegar no aeroporto com 3 horas de antecedência.

O negócio da LULU é passear! 

Crianças  que apresentarem a possibilidade de desenvolver falta de ar durante o vôo ( Ex.: fibrose pulmonar, cardiopatias, anemias) deverão receber oxigênio suplementar durante a viagem. Apenas o médico pode fazer a prescrição do oxigênio.  Aquelas que necessitarem de suplemento devem entrar em contato com a empresa aérea para verificar a disponibilidade e os custos do oxigênio. A preferência por vôos diretos sem escalas pode ser a melhor opção, para minimizar a possibilidade da interrupção do fornecimento de oxigênio. Durante o vôo, os esforços desnecessários devem ser evitados.

– No caso de crianças com cardiopatia, recomenda-se levar um eletrocardiograma e também um ecocardiograma. Os exames devem ser recentes (feitos há menos de seis meses).

– Para viagens com crianças cadeirantes, as companhias aéreas, desde o check-in até o desembarque, oferecem auxilio sem custos. A cadeira de rodas também é transportada sem custos. Recomenda-se comunicar a companhia aérea no momento da compra da passagem ou pelo menos 48 horas antes da partida.

– Caso a criança vá utilizar uma cadeira de rodas fornecida pela companhia aérea, recomenda-se solicitar esse serviço no momento da compra da passagem.

– Cadeira de rodas com baterias de lítio poderá ser transportada se utilizar 1 bateria que não ultrapasse 300 Wh ou 2 baterias que não ultrapassem 160 Wh cada uma. Em ambos os casos, as baterias têm de estar instaladas na cadeira de rodas.

– Durante o voo, a cada hora, pelo menos, faça massagens nas pernas da criança cadeirante. Isto ajuda a dinâmica da circulação sanguínea, evitando trombose.

– Por razões de segurança, as companhias aéreas limitam o número de pessoas deficientes a bordo, que deve ser de três a cinco passageiros, dependendo da rota e da transportadora. Nesse número estão incluídos passageiros com deficiência viajando com a ajuda de outro passageiro. Por isso, é importante que a reserva seja feita antecipadamente, fornecendo as informações detalhadas sobre a deficiência diretamente para a companhia aérea.

Acompanhante especial tem desconto!

– As companhias aéreas costumam oferecer um desconto de até 80% para acompanhantes de passageiros com necessidades especiais.

 

Segundo a Resolução nº. 009, de 05 de junho de 2007, da ANAC, necessita de acompanhante quem:

*Precise viajar em maca ou de atenção médica durante o voo;

* Não possa seguir regras de segurança;

*Não possa sair sozinho (a) da aeronave em caso de emergência;

*Possa piorar o quadro da enfermidade durante a viagem;

*Possua deficiências auditivas ou visuais que impossibilitem totalmente qualquer tipo de comunicação.

Obs.: Para essas situações, é necessário preencher o MEDIF, um formulário que afirma que o passageiro tem limitações em sua autonomia.

 

Crianças com próteses metálicas, marcapassos ou desfibriladores implantados devem portar um documento que alerte as administrações dos aeroportos sobre estas condições. Em viagens para o exterior, as prescrições e os documentos devem ser traduzidos para o inglês.

– Para crianças que usam aparelho auditivo, desligar o mesmo em pousos e decolagens, para evitar interferências.

– Os medicamentos de uso contínuo devem sempre ser levados na bagagem de mão e nas embalagens originais. A quantidade de medicamentos deve ser suficiente para toda a viagem. Deve ser feita cópia da receita para ser utilizada em caso de extravio da original.

FARMACINHA (não precisam de receita): Levar: analgésicos/antitérmicos (dipirona, paracetamol, ibuprofeno), antieméticos (ondansetrona), anti-alérgicos (dexclorferinamina), soro oral – 8 pcts/pessoa, colírio (dexametasona oftálmico), remédio para dor de ouvido (hidrocortizona otológica), descongestionante nasal (solução fisiológica nasal), remédio para gases (dimeticona), curativos, anti-inflamatório (ibuprofeno), pomada para assaduras, termômetro.

– Mantenha o cartão vacinal em dia. Leve o cartão na viagem.

– Crianças com necessidades especiais têm direito a algumas vacinas que não são contempladas no calendário vacinal do SUS. Consulte seu médico.

Por onde for, LULU sempre protegida!

– Para crianças com esclerose múltipla, evitar viajar para regiões com altas temperaturas, porque o calor pode produzir uma maior sensação de cansaço e fadiga. Elas deverão estar sempre bem hidratadas. Tentar manter, ao máximo, os horários de alimentação e descanso. Viajar de avião NÃO é contraindicado nos pacientes com esclerose múltipla. Levar, sempre, um relatório do neurologista com o diagnóstico da doença, a data do primeiro surto, o número de surtos, quando foi o último, o estado clínico atual e o tratamento.

– Para viagens internacionais, não se esqueça do seguro saúde.

– Brasileiros tem direito a acesso ao serviço público de saúde em PORTUGAL, CABO VERDE E ITÁLIA , feito por meio de apresentação do CDAM – Certificado de Direito à Assistência Médica , emitido pelo Ministério da Saúde. O CDAM é um certificado oriundo de acordos internacionais assinados pelo Brasil com estes 3 países.

PEDRO já com seu passaporte e seu CDAM para as aventuras na ITÁLIA e PORTUGAL!

– Para emissão do CDAM, o atendimento é presencial em qualquer um dos Núcleos Estaduais do Ministério da Saúde, localizados nas capitais dos estados brasileiros. Procure informação em seu estado.

Planeje detalhadamente o seu roteiro. Leve em consideração a possibilidade de exposição excessiva á luz solar e as diferenças de fuso horário, de clima, de altitude e se organize.

LULU em Porto Seguro. Praia sim, mas com muita proteção!

Verifique se o local escolhido possui: adaptabilidade para facilitar a locomoção de crianças com deficiência física; atendimento turístico em braile, no caso das crianças com deficiência visual; pessoas aptas a comunicar-se em linguagem dos sinais ou com recursos visuais, no caso de crianças com deficiência auditiva. Isso pode tornar a viagem mais divertida e interessante!

Chapada dos Veadeiros com o PEDRO é bom demais!

– Estude o destino com a crianças; para autistas, por exemplo, saber o que o passeio reserva oferece mais confiança. Organizar um material de PREVISIBILIDADE é bem interessante. MONTE VOCÊ MESMO! Ilustre os passeios que vão ser feitos dia a dia com horários de cada atividade e apresente ao baixinho. Ele vai se sentir mais seguro e animado com a viagem.

O JÚNIOR aproveita a vida como ninguém! Se divertir é a lei.

– O uso do Connector ( sistema de conexāo física entre o adulto e a criança através de um cinto com um sistema de corda) pode ajudar na diminuiçāo da ansiedade. Além disto, facilita o trabalho dos pais, que mantém as mãos livres.

São desaconselháveis viagens para regiões remotas, sem estrutura adequada para atendimento médico.

São desaconselháveis viagens para regiões com altitude elevada ou que exigem um grau de esforço físico maior que o desejável para o indivíduo.

– Em locais onde se oferece recreacionistas, todas as crianças, com ou sem necessidades especiais, podem participar das atividades de acordo com a sua faixa etária. Se for necessário, as crianças e jovens com necessidades especiais poderão ser convidados a integrarem grupos de menor idade (com a aprovação dos pais) ou poderão participar de atividades específicas juntamente com seus pais se for solicitado.

O LUÍS adora brincar e se divertir em qualquer lugar!

Pesquise sobre empresas que oferecem programação voltada para crianças com necessidades especiais. Os navios da Royal Caribbean, por exemplo, oferecem para autistas e pessoas com síndrome de Down brinquedos sensoriais, opções nutricionais diferenciadas no menu, e equipe treinada para lidar com tais baixinhos.

– Segundo a Society for Acessible Travel & Hospitality (SATH) os países mais preparados para crianças especiais são: EUA, Holanda, Inglaterrra, França, Alemanha, Suíca e Austrália. Veja sugestão de roteiro no meu livro PELO MUNDO COM CRIANÇAS.

Visite o MUSEU BRITÂNICO – Londres – com seu baixinho especial. Acessibilidade ótima e muita diversão.

– Na América do Sul, segundo a SATH, os parques nacionais da Patagônia, no Chile, e Machu Pichu, no Peru, são bastante acessíveis.

– No Brasil, a Colônia de férias Campo Feliz da Apae, no Balneário Camboriú – SC, é uma ótima opção de lazer para crianças especiais – contato: 47-367-0636; balneariocamboriu.apaebrasil.org.br.

– Em São Paulo, o Projeto Nossa Turma Lazer Programado oferece passeios voltados para crianças especiais, inclusive para o Hopi Hari e Beto Carrero.

O sorriso do JÚNIOR compensa  todas as aventuras PELO MUNDO COM CRIANÇAS  ESPECIAIS!

– Os parques da Disney oferecem às crianças com necessidades especiais prioridade nas filas através do cartão acessibilidade, cadeiras motorizadas, opções alimentares especiais para intolerantes a alguns tipos de comidas e até guias especiais para este público.

Parques temáticos são ótimas de passeios para crianças. Porém, para os baixinhos com necessidades especiais, evite escolher períodos de grande lotação. Para os parques da Disney-EUA, por exemplo, no dia 4 de julho, feriado de Dia da Independência dos Estados Unidos, e durante todo o mês de agosto há grande número de visitantes por lá. Prefira segunda quinzena de janeiro e o mês de fevereiro.

“A FAMÍLIA LOBATO DE SOUZA LIMA CONVIDA VOCÊ A SE DIVERTIR PELO MUNDO COM SUA CRIANÇA ESPECIAL! “

Com os agradecimentos especiais ás lindas:

DÉBORA – MAMÃE DA LULU

FLÁVIA – MAMÃE DO JÚNIOR

BÁRBARA – MAMÃE DO PEDRO

ELVIRA – MAMÃE DO LUÍS

 

2 thoughts to “DICAS DE SAÚDE EM VIAGENS COM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA

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